Põe a coroa sobre a tua cabeça, antes que algum aventureiro lance mão dela

A trajetória de vida de um retirante nordestino, operário, sindicalista que trabalhou para diminuir a desigualdade social e lutou pela democracia do país. Reconheço que a administração de Lula teve alguns méritos, mas isso não dá passe livre e nem o direito de promover um verdadeiro assalto aos cofres públicos. Além disso, o legado de Lula no médio prazo não se mostrou tão efetivo, visto que a má administração provocou milhões de desempregos e uma forte recessão durante o governo de sua sucessora. É sobre isso que falaremos hoje aqui.





No mês passado o voto da ministra Rosa Weber deixou o Brasil aliviado. Lula não deve ser privilegiado pelo STF. Errou? Condenado em segunda instância? Prisão!

1. A Ministra Carmem Lúcia disse que o Brasil vive tempos de "intolerância". E vive mesmo, intolerância contra a CORRUPÇÃO e à IMPUNIDADE. Por conta disso, foi essencial para esse combate que o STF NÃO MUDASSE SEU PRECEDENTE que autoriza a prisão após condenação em segunda instância.

2. A Ministra Carmem Lúcia também disse que precisamos de "serenidade", mas caso o STF soltasse condenados em segunda instância, como traficantes, corruptos e pedófilos como teríamos SERENIDADE?

3. A certeza da impunidade é uma das principais causas da corrupção. Quanto menor o risco de punição maior a audácia e as práticas corruptas. Nós queremos avançar ou retroceder nesse combate?

De acordo com o Jornal Nacional, em 2009 o STF decidiu pela primeira vez esgotar todos os recursos para cumprimento de pena. Até lá, juiz de cada caso decidia início da prisão. O que aconteceu poderia acontecer em outros casos se STF impedisse prisão em primeira instância: IMPUNIDADE.

Conheça o primeiro caso analisado pelo STF sobre esgotamento de todos os recursos até o cumprimento da pena, no link abaixo. Condenado por tentativa de homicídio não passou um dia sequer na prisão em virtude dos inúmeros recursos. Crime prescreveu em 2014: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2018/04/primeira-decisao-no-stf-sobre-prisao-em-segunda-instancia-foi-em-2009.html


Vagabundos aprontaram no prédio da Ministra Carmem Lúcia em BH e também na sede da Justiça Federal, próximo

Terminamos com um texto que vale cada vírgula, do Rodrigo da Silva, editor do portal Spotniks. Consciência para todos nós hoje e daqui a cinco meses:


Acabou. O ex-Presidente Lula poderia ter entrado para a História como um grande homem. A ganância, o despreparo e a arrogância o levaram ao fundo do poço da história. O primeiro presidente operário, símbolo de uma esperança nacional, apagou seu histórico transformando-se no primeiro presidente a ser encarcerado.

Que fique a lição para todos nós, brasileiros. O poder corrompe. O despreparo é lastimável. E a História não perdoa aqueles que traem as esperanças de uma nação.

Acaba a Era Lula no Brasil. Termina envergonhada, rebaixada e decepcionante. O homem que dizia que não podia errar foi uma sucessão de erros. Deixou como legado uma presidente que sofreu impeachment, uma Petrobrás quebrada, um país em crise econômica e uma população envergonhada da sua nacionalidade. Nunca antes na história deste país fomos tão ultrajados e manipulados.

O Supremo Tribunal Federal, ainda que tardiamente, tentou resgatar um pouco daquilo que o brasileiro perdeu há muito tempo: o sentimento de nacionalidade.

Nunca fui petista, nem lulista. O Partido que era para ser "diferente de tudo que está aí" comprovou que sua diferença era ser pior do que todos os outros juntos.

Enfim, é hora de virar a página. Fica a lição dada por Dom João VI ao seu filho Dom Pedro I: "Não deixar que o Brasil caia na mão de aventureiros!".

Essas aventuras custam muito caro. Vivemos num país rico em que as pessoas vivem mal, comem mal, sentem-se inseguras, ganham pouco e pagam demasiado. E, muitas vezes, em razão dessa triste situação, por um benefício mínimo, entregam seus sonhos a aventureiros e aproveitadores.

Lula, finalmente, terá o seu encontro histórico com a prisão e com a decepção de um povo que por anos lhe sustentou e apoiou. Se tiver ainda um mínimo de consciência, deverá sentir uma tristeza profunda. É realmente algo muito, muito triste.

E o Brasil terá o seu encontro com a história. Que o nosso futuro seja grandioso e brilhante. O primeiro passo foi dado!

Viva o Brasil!!!

É milionário.

Viu o seu partido subir ao poder angariando as maiores doações dos banqueiros em toda história.

Subsidiou os maiores empresários do país como nenhum outro presidente até então, construindo a maior máquina do planeta de transferência de renda dos mais pobres para os mais ricos.

Viu os mais ricos enriquecerem ainda mais em seu governo (segundo um estudo organizado pelo World Wealth and Income Database, um instituto dirigido pelo economista de esquerda Thomas Piketty, entre 2001 e 2015, o Brasil viu seus 10% mais ricos abocanharem 61% do seu crescimento econômico, contra apenas 18% disso indo parar no bolso dos 50% mais pobres).

Viu os mais ricos aumentarem sua fatia na renda nacional durante o período do seu partido no governo (hoje, a renda do 1% dos domicílios mais ricos é 38,4 vezes superior à dos lares dos 50% mais pobres).

Viu os grandes empreiteiros do país financiarem o filme da sua vida, o seu instituto, as suas viagens de conferencista internacional e a sua imagem pública (no período do seu partido no governo, a maior empreiteira do país testemunhou um crescimento superior a 500%).

Viu o seu partido aumentar ao maior nível da história os benefícios fiscais concendidos aos empresários (era 2% do PIB em 1988, terminou em 6,5% na sua saída do poder).

Viu os bancos obterem os maiores lucros da história (533,65% superior em relação ao governo anterior, acusado por ele de ser defensor de banqueiro).

É, apesar de tudo isso, tratado como pai dos pobres, representante máximo dos desprivilegiados, inquisidor dos barões, defensor dos oprimidos, inimigo da elite.

O fato é que Lula não resiste ao menor escrutínio, a meia hora de fact check. Toda sua imagem como homem público foi construída como propaganda rasteira e dissimulada. Sua participação na história do Brasil se resume a de um personagem que saiu do chão de uma fábrica para defender os interesses de alguns poucos patrões privilegiados. E é assim que os livros o retrarão no futuro: como uma grande máquina de enriquecimento das elites, apoiado por uma massa de formadores de opinião, alguns muito bem pagos para isso, engajados na luta pelo aumento do poder da autoridade do seu partido travestida de combate à desigualdade.

Era tudo mentira.

Lula é uma farsa. Do começo ao fim. E quem ainda não se tocou disso em 2018, fugindo da realidade como o diabo da cruz, está condenado a servir apenas como sua massa de manobra.
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